ACASCA 16 anos: Percurso Histórico
Alusivo ao décimo sexto aniversário de sua fundação, a ACASCA deslocou-se à fraternidade de Negage (província do Uíge) onde realizou uma série de actividades alusiva à data, entre elas uma plenária sobre o percuso histório e o seu contributo à sociedade.
1. Preâmbulo
Falar da ACASCA é penetrar numa vida fraterna, engenhosa e festiva de centenas de irmãos que, inspirados na espiritualidade Franciscana, se uniram em conventos para seguir o modo e o estilo de vida de São Francisco de Assis, como irmãos (freis), consagrados e/ou sacerdotes, mas que por circunstâncias inerentes e intrínsecas da própria vocação, decidiram viver o Franciscanismo na vida secular.
E com esse mesmo espírito, entenderam criar uma instituição que pudesse tratar dos seus ideais, congregar, unir e prestar maior atenção aos irmãos, ante os desafios e peripécias da vida, da modernidade e da globalização.
2. Objectivos
- Pretendemos dar a conhecer o valor e a caminhada histórica da ACASCA, de modo a valorizar seus feitos, percursores, com os olhos às futuras gerações;
- Que no final da exposição os irmãos, associados sejam capazes de descrever e levar a mensagem sobre o papel social e necessidade que sempre nortearam a criação e existência da ACASCA;
- Que não existe uma causa única de existirmos enquanto um grupo coeso e fraterno.
3. Gênese: surgimento e razões da criação)
Como vimos, viver em comunidade foi sempre uma fome constante para os antigos seminaristas. E esse sentimento começou a ganhar expressão, a partir de 1997, inspirados na FRATER e com o surgimento do Centro de Formação denominado “CURSSUNQUE”, que funcionou no Seminário Capuchinho em Luanda. O Curssunque administrava várias disciplinas, no intuito de proporcionar uma formação integral aos jovens, e não só, e de ocupar de forma útil o seu tempo de férias.
Foram mentores do “Curssunque”, os irmãos Flaviano Mafiló Caxicula Domingos, Octávio Lucas Pacheco, Manuel Kambuanda Inácio, Augusto Mankembo, Nelito Zangui, Irmã Cláudia (secretária), entre outros. Como podemos notar e a par de outras iniciativas, o Curssunque serviu de trampolim para dar corpo e vida à ideia, vontade e espírito efervescente de unidade entre os irmãos, pelo que se deu início às primeiras reuniões do grupo dos ex-seminaristas capuchinhos.
a) Surgimento da CASCA
Com a realização da primeira reunião ou Assembleia Constituinte, no dia 31 de Agosto de 2008, que teve lugar no então Cine São Domingos, Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Luanda, marcou e deu-se início a uma longa e dura, mas brilhante e alegre caminhada do grupo que, com o espírito franciscano, viria assumir a designação inicial de CASC - Comunidade dos Antigos Seminaristas Capuchinhos. Nessa altura contava somente com Antigos Seminaristas Capuchinhos, ou seja, apenas estes poderiam integrar e fazer parte da Comunidade.
A proposta de trabalhos para essa primeira reunião resumiu-se na discução da denominação do grupo, organograma, informações sobre o seu funcionamento (ex: quotas), criação do logótipo, a calendarização das actividades, eleicção do corpo directivo e diversos.
b) Razões da criação
A criação da ACASCA teve como objectivo congregar/reunir e aproximar os irmãos para melhor viverem a espiritualidade evangélico-franciscana, como forma de ajudar e permitir a integração social dos seus associados.
4. Fases de Transformação
Podemos então repartir o percurso da organização em 2 momentos, que as podemos chamar de Fases de Transformação:
a) Primeira Fase (Inclusão)
Ocorre aos dois anos de existência, isto é, em 2010, por necessidade e urgência de se adequar às exigências do tempo e, por deliberação do Conselho - Assembleia Geral, que deliberou a reformulação da CASC, passando a integrar no seu seio, mulheres e membros que nunca foram seminaristas. Com isto, passou a designar-se CASCA (Comunidade dos Antigos Seminaristas Capuchinhos e Amigos (sem estatuto elaborado)).
b) Segunda Fase (Processo de Legaização)
A segunda fase acontence em 2015, com a elaboração, pela primeira vez na história, de um projecto de estatuto, que viria a ser aprovado apenas a 30 de outubro de 2016. Em 24 de junho de 2018, procedeu-se à primeira revisão e, havendo necessidade de legalizar e tornar a Comunidade numa instituição social e filantrópica, deu-se entrada do processo de legalização junto do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.
Em cumprimento às exigências e orientação daquele órgão, a CASCA transformou-se em Associação adoptando a denominação de Associação da Comunidade dos Antigos Seminaristas Capuchinhos e Amigos, com a sigla A.C.A.S.C.A.
5. Processos Eleitorais
A ACASCA primou sempre operar numa atmosfera democrática, realizando e promovendo eleições livres e justas, constituindo seus órgãos sociais e garantindo, desse modo, o seu pleno e efectivo funcionamento.
Assim, de 2008 a 2023, foram realizados cerca de Cinco (05) pleitos eleitorais, sendo que, as primeiras eleições aconteceram a 31 de Agosto 2008, data que marca a fundação da Comunidade.
6. Núcleos Provinciais
Ao longo destes 16 anos foram criadas presenças nas outras províncias de Angola nomeadamente:
- 2016 - Núcleo provincial do Uíge e do Bengo;
- 2017 - Núcleo provincial de Benguela, do Huambo e do Kuando Kubango;
- 2019 - Núcleo provincial de Malanje e do Zaire.
Conteúdo actualizado a 22 março 2026 13:10
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